Sem mais delongas, algumas coisas que um marinheiro de primeira viagem deve saber:
O que é GameMaker?
É uma game engine. Embora não seja tão popular quanto à Unity, é bastante popular entre os desenvolvedores que produzem, principalmente, games com mecânicas 2D. Dentre os jogos mais conhecidos feitos nesta engine, estão Stealth Bastard e Hotline Miami.
Quando surgiu o GameMaker?
Há muito tempo. Inicialmente chamado de "Animo", sua principal função era a de criar animações 2D, lá por meados de 1999, exatamente quando sites em Flash estavam se popularizando. Ainda nas primeiras versões, foi renomeado para GameMaker.
Enquanto apenas disponível para Windows, foi tendo uma evolução gradativa, até atingir as versões 4.x por volta de 2002-2003. A partir de então, seu progresso foi de nada à muito pouco até a versão 8.x. Foi também na versão 4 que o visual do GameMaker se consolidou, mudando muito pouco desde então.
A verdadeira "revolução" ocorreu por volta de 2008-2009 (se não me engano), quando Sandy Duncan, CEO da YoYo Games, e Mark Overmars, criador da engine, perceberam que não seria possível ganhar muito dinheiro com aplicações que rodam apenas em Windows. Foi então que
O que é GML?
É a linguagem de programação usada no GameMaker. Pense numa linguagem frankenstein que junta todas as facilidades de C, JavaScript e Pascal, com todos os seus inconvenientes.
E por que POGramação?
POGramação vem de POG, que significa Programação Orientada a Gambiarras. Devido à natureza facilitadora do GML, o próprio GameMaker já te incita à apelar para a gambiarra. Além do mais, cada novo recurso que é adicionado à engine parece que foi feito "nas coxas", o que dá a impressão (certa) de que tudo o que você estiver fazendo tem uma gambiarra envolvida.
Mas gambiarra não é algo a ser evitado nos ambientes de desenvolvimento?
Se você tem algo remotamente parecido com essa pergunta na sua mente após ter lido o item acima, é quase certo que você tem algum contato com o mundo da "computaria".
Sim, é algo a ser evitado. Porém, neste caso, o que vamos fazer são "gambiarras corretivas", aquelas que tem o propósito de justamente auxiliar os desenvolvedores no que eles estiverem fazendo. E não se assuste. Práticas comumente consideradas asquerosas feitas em outros frameworks podem ser necessariamente a salvação para aquela situação desconfortável no GameMaker.
Vou aprender alguma coisa se eu acompanhar este blog?
Provavelmente não. O que você já sabe fazer no GameMaker, você apenas irá fazer de uma forma mais elegante.
A seguir, postarei algumas outras coisas básicas para poder dar seguimento ao conteúdo do blog: tipos de recursos (ou assets, como usuários de Unity gostam de chamar), variáveis e escopo.